terça-feira, 28 de setembro de 2010

refúgio

Cá estou eu, escondida do mundo entre cobertas e chuva.
Minha unica janela é esse mundo virtual de nomes piscando e me chamando.
Lambo minhas feridas e desenho; volta e meia uma mensagem de desespero é enviada, mas não volta.
Bato nas teclas e desenho um pouco mais. Sempre é tarde demais quando lembro que o corpo precisa banhar.
As vezes paro e fico imaginando o que já se passou, o que poderia acontecer, o que teria acontecido se... eu imagino que sou eu mesma e que sou outra, que apesar de ser igual a mim, faz as coisas diferentes.
Planos eu faço aos montes,
e desfaço. Tudo bem.

Os cachorros me acham um pé no saco e se eu saio da casa eu não bato perna, vou e volto. Já deve fazer um mes desde que eu tirei o extrato do banco...
Lambo minhas feridas e fico no casulo.
Alimento minha necessidade de felicidade com altas doses de ficção e romance alheio. A ficção me faz quase acreditar que uma hora a vida fica simples.
nada mais.

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